Lituânia em alerta após deteção de drone abatido por caças da NATO
O ministro lituano dos Negócios Estrangeiros agradece aos aliados "cuja presença ajuda a proteger os nossos céus e reforça a nossa segurança". O drone violou o espaço aéreo lituano e terá entrado a partir da Bielorrússia. Foi abatido no centro-sul da Lituânia.
O Ministério da Defesa da Lituânia, nas redes sociais, explica que "as Forças Armadas da Lituânia e os pilotos italianos que trabalham na Missão de Defesa Aérea da NATO deram uma resposta rápida e responsável", adiantou. O drone vinha da vizinha Bielorrússia e seguia para oeste, de acordo com o centro de gestão de crises da Lituânia.
Drones vindos do espaço aéreo russo atingiram a 25 de março a central elétrica de Auvere, na Estónia, e caíram na Letónia.
A 7 de maio, dois drones alegadamente ucranianos, à deriva, entraram na Letónia vindos da Rússia; um explodiu num depósito de combustível em Rezekne.
A 23 de maio, um drone artesanal vindo da Bielorrússia foi abatido por guardas fronteiriços lituanos no distrito de Salcininkai, suspeitando-se de contrabando.
Já a 16 de agosto, caças da NATO abateram um drone sobre o espaço aéreo da Letónia, no contexto de ataques contínuos entre a Rússia e a Ucrânia na região do Báltico.
A Rússia acusou repetidamente a Letónia e outros países bálticos de fornecerem "corredores aéreos" à Ucrânia para atacar território russo. Acusação rejeitada pela NATO e pelos próprios governos bálticos.
Os presidentes da Lituânia, Estónia e Letónia reiteraram numa declaração conjunta que nunca permitiram o uso dos seus territórios para ataques contra a Rússia.
A NATO reforçou a presença na região do Báltico com meios de vigilância e navios de defesa aérea.
Estes incidentes têm alimentado receios de escalada no chamado "flanco báltico" da NATO.