Lituânia em alerta após deteção de drone abatido por caças da NATO 

Lituânia em alerta após deteção de drone abatido por caças da NATO 

O ministro lituano dos Negócios Estrangeiros agradece aos aliados "cuja presença ajuda a proteger os nossos céus e reforça a nossa segurança". O drone violou o espaço aéreo lituano e terá entrado a partir da Bielorrússia. Foi abatido no centro-sul da Lituânia.

Cristina Santos - RTP c/ Lusa / Adicionar como fonte informativa
Robert Ghement - EPA

O alerta foi dado na capital do país, Vilnius, e colocou várias regiões em alerta na noite de segunda-feira.

O Ministério da Defesa da Lituânia, nas redes sociais, explica que "as Forças Armadas da Lituânia e os pilotos italianos que trabalham na Missão de Defesa Aérea da NATO deram uma resposta rápida e responsável", adiantou. O drone vinha da vizinha Bielorrússia e seguia para oeste, de acordo com o centro de gestão de crises da Lituânia.
O presidente lituano, numa mensagem publicada esta madrugada, considera que “com a Rússia a intensificar a sua agressão contra a Ucrânia, tal prontidão é vital para a nossa região."

Uma referência aos caças da NATO que destruíram o drone que violou o espaço aéreo do país. 

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros, esta manhã, veio afirmar que "este é o melhor exemplo de unidade e determinação dos aliados em ação — enviando uma mensagem clara de que a NATO continua vigilante, empenhada e pronta."

O responsável do Centro Nacional de Gestão de Crises (NKVC, na sigla em lituano) conta que "as equipas foram mobilizadas para identificar o tipo de drone, as suas características e qual o seu objetivo de voo".

A Polónia também acionou a força aérea como medida preventiva tendo em conta os ataques de drones russos contra a Ucrânia. Na segunda-feira, militares polacos recuperaram do mar um alegado drone russo, ao largo da costa do Báltico, no norte da Polónia.
Um porta-voz das Forças Armadas da Polónia afirmou que o drone parecia ser de baixo custo e longo alcance, fabricado com materiais como contraplacado e espuma. São frequentemente utilizados como iscos, mas também podem transportar explosivos. 

O aparelho foi recuperado por um navio hidrográfico ao largo da costa da aldeia de Rusinowo.

A Lituânia, a Letónia e a Estónia — membros da NATO na fronteira com a Rússia — têm sofrido repetidas incursões de drones desde o início da guerra contra a Ucrânia.

Drones vindos do espaço aéreo russo atingiram a 25 de março a central elétrica de Auvere, na Estónia, e caíram na Letónia.

A 7 de maio, dois drones alegadamente ucranianos, à deriva, entraram na Letónia vindos da Rússia; um explodiu num depósito de combustível em Rezekne.

A 23 de maio, um drone artesanal vindo da Bielorrússia foi abatido por guardas fronteiriços lituanos no distrito de Salcininkai, suspeitando-se de contrabando.

Já a 16 de agosto, caças da NATO abateram um drone sobre o espaço aéreo da Letónia, no contexto de ataques contínuos entre a Rússia e a Ucrânia na região do Báltico.

A Rússia acusou repetidamente a Letónia e outros países bálticos de fornecerem "corredores aéreos" à Ucrânia para atacar território russo. Acusação rejeitada pela NATO e pelos próprios governos bálticos.

Os presidentes da Lituânia, Estónia e Letónia reiteraram numa declaração conjunta que nunca permitiram o uso dos seus territórios para ataques contra a Rússia.

A NATO reforçou a presença na região do Báltico com meios de vigilância e navios de defesa aérea.

Estes incidentes têm alimentado receios de escalada no chamado "flanco báltico" da NATO.

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